A Mangueira Exalta à Negritude

Por – Mauricio Fontes |

Dia 20 de novembro, é o dia nacional da consciência negra. O dia para relembrar a morte do guerreiro Zumbi dos Palmares e evidenciar as desigualdades e violências contra a população negra ainda existente em nossa sociedade. Aproveitando essa data há décadas o mês de novembro tem se tornado o mês festivo, a data proporciona a reflexão sobre o racismo e as suas implicações na atualidade.

E baseado nisso, não é de hoje que as escolas de samba também fazem a sua parte quando o assunto é exaltar a negritude e a Estação Primeira de Mangueira não fica a traz nesse quesito. A maior escola do planeta já por muitas vezes deu voz a negritude, levando para a avenida enredos com essa temática.

Vejamos alguns desses desfiles:

1962: Casa grande e senzala
O enredo fala do período da colonização do Brasil e exalta os negros que com o seu suor ajudaram a construir as riquezas do país.

1964: História de um preto velho
Conta a história de um escravo vindo da África que ao chegar a Bahia, ainda menino, foi vendido a um Senhor de Engenho. Na sua juventude conseguiu fugir para o Rio de Janeiro e lá lutou pela sua liberdade e pela liberdade do seu povo.

1988: Cem anos de liberdade, realidade ou ilusão?
Comemorando os 100 anos da abolição da escravatura, a escola faz um paralelo entre o passado e o presente na vida dos negros brasileiros que muitos ainda vivem à margem da sociedade sofrendo discriminações e diversos problemas relacionados à cor de sua pele.

2000: Dom Obá II, Rei dos esfarrapados, Príncipe do povo.
Num desfile temático comemorando os 500 anos o Brasil, a Mangueira exalta a saga da raça negra, num tributo aos oprimidos que cultuavam a liberdade como um bem inerente à condição humana. Sem esquecer, de citar uma figura que norteia todo o enredo, o Dom Obá II d’África.

2019: História para ninar gente grande
É um olhar possível para a história do Brasil se baseando nas páginas que foram tiradas dos livros escolares. Exaltando grandes personagens negros até então desconhecidos pelo povo e contando a real história do Brasil.

Que a celebração do dia da Consciência Negra ocorra sempre por meio de atividades de reconhecimento da cultura negra, como parte integrante da cultura brasileira. Que sempre exaltemos aqueles que nos deixaram um grande legado, como Cartola, Nelson Sargento, Nelson Cavaquinho, Jamelão, Dona Zica, Dona Neuma e muitos outros.

Vidas Negras importam!
Avante Mangueira!

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