“E com Anita eu vou, é Garibaldi amor, espelho da mulher brasileira”

Por, Henrique Couto –

No dia 14 de fevereiro de 1999, o G.R.E.S. Unidos do Viradouro apresentou na Marquês de Sapucaí o enredo: Anita Garibaldi, a heroína das sete magias. A escola de Niterói foi a sétima escola da noite de domingo a desfilar e tinha como carnavalesco o consagrado João Clemente Jorge Trinta, o Joãosinho Trinta.

A Viradouro passava pelo seu melhor momento no carnaval carioca até então, havia sido Campeã incontestável em 1997 e no ano seguinte apresentou um carnaval brilhante mais uma vez, que encantou a passarela do samba com seus versos sobre Orfeu.

Presidida pelo senhor Luiz Henrique Monassa Bessil, irmão do presidente de honra José Carlos Monassa Bessil, a Viradouro levou 3.800 componentes em 27 alas para a avenida, uma comissão de frente coreografada por Jussara Pádua, o carnaval e a harmonia da escola foram dirigidos pelo Guilherme Nóbrega. Defenderam o pavilhão da escola o casal de mestre sala e porta bandeira Andrezinho e Patrícia. A bateria do mestre Ciça, que estreava na Viradouro naquele ano, trouxe 300 componentes e uma rainha de peso, Luma de Oliveira, além de uma das mais importantes vozes do carnaval, Dominguinhos do Estácio.

A Viradouro tinha uma equipe muito competitiva com grandes profissionais do carnaval, e na quarta-feira de cinzas garantiu sua volta no desfile das campeãs, sendo a terceira colocada com 267 pontos.

O Enredo começa com um ser de prata que se transforma em borboleta, viaja pelo Oriente e conhece os poderes da natureza por meio dos Índios Carijós. A história continua com os corsários, passa pelos tambores africanos que são usados em danças sagradas, exalta a diversidade cultural e étnica do povo de Santa Catarina, “berço dessa menina”. Em Garibaldi, a borboleta se transforma na brava guerreira e a Viradouro glorifica e faz uma homenagem necessária, trazendo Anita como símbolo da mulher brasileira.
A escola termina seu desfile luxuoso e lúdico com um show a parte da bateria de mestre Ciça, e com Joãosinho Trinta saudando a arquibancada dos setores populares e sendo saudado também por eles. A escola da emoção, como entoa Zé Paulo Sierra no seu grito de guerra, termina o primeiro dia de desfiles emocionando mais uma vez todo o público da Marquês de Sapucaí.

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