G.R.E.S Beija-Flor de Nilópolis

O Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor (mais tarde escola de samba) foi fundado em 25 de dezembro de 1948 por um grupo de amigos formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Valentim Lemos, Helles Ferreira da Silva, Hamilton Floriano, José Fernandes da Silva e os irmãos Mário Silva e Walter da Silva.[30][31] O grupo comemorava o Natal na esquina da Avenida Mirandela com a Rua João Pessoa, no Centro de Nilópolis, quando tiveram a ideia de criar um bloco carnavalesco para suprir a extinção dos blocos Irineu Perna-de-Pau e dos Teixeiras.[25] A reunião oficial do Bloco ocorreu no Grêmio Teatral de Nilópolis. Negão da Cuíca foi eleito presidente e Edinho do Ferro Velho foi eleito secretário do Bloco. Durante a reunião, também foram escolhidos nome, cores, símbolo e madrinha da agremiação.[1]

Nome, cores, símbolo e apadrinhamento
Após horas de reunião, os integrantes do bloco não chegavam a um consenso sobre o nome da nova agremiação. “Flor do Abacate” teria sido uma das sugestões.[25] Após muita indecisão, Dona Eulália, mãe de Negão da Cuíca (o presidente do bloco) sugeriu o nome Beija-Flor.[30][31] O nome foi inspirado no Rancho Beija-Flor, que existia na cidade de Valença, na região serrana do Rio e que Dona Eulália desfilava quando mais nova.[32][33] Dona Eulália foi admitida como fundadora do Bloco por ter escolhido seu nome, sendo a única mulher entre os fundadores.[30] Há duas versões para a escolha das cores azul e branco. Uma versão sustenta que seria em homenagem à Nilópolis, que desde 1947, com sua emancipação, passou a adotar as duas cores em sua bandeira. A outra versão aponta para uma inspiração na bandeira de Israel. A escola madrinha da Beija-Flor é a Portela.[1] É comum o beija-flor, símbolo da agremiação, vir representado em alegorias dos desfiles da escola, principalmente no carro abre-alas.

A Beija-Flor é conhecida como “A Deusa da Passarela” e “Maravilhosa e Soberana”.[26] Também é comum utilizar o gentílico da cidade de Nilópolis (nilopolitana).[34] Algumas composições da agremiação fazem referência a esses apelidos, como os sambas de 2007 (“Então dobre o Run / Pra Ciata de Oxum imortal / Soberana do meu carnaval, na princesa nilopolitana”); de 2014 (“A Deusa do samba na Passarela / A marca do carnaval… É ela”); de 2015 (“Oh minha deusa soberana / Resgata sua alma africana”); e de 2016 (“Sou Beija-Flor, na alegria ou na dor / A deusa da passarela, é ela! / Primeira na história do Marquês / Que na Sapucaí é soberana / De fato nilopolitana”).[35]

Bandeira
A bandeira, ou pavilhão, possui em dezesseis raios de cores intercaladas (oito azuis e oito brancos) partindo de uma circunferência central de cor branca em direção às extremidades da bandeira. Dentro a circunferência central está a logomarca da escola, em detalhes azuis. A logomarca da bandeira consiste em um beija-flor beijando uma flor; a inscrição “G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis”; e estrelas azuis na quantidade de títulos de campeã da escola. Abaixo da circunferência central, na parte inferior da bandeira, está inscrito o ano de utilização da mesma. Ao longo dos anos a bandeira da escola sofreu um processo de escurecimento. Até o desfile de 1995 era utilizada a cor azul claro. O tom de azul foi sendo escurecido até que, em 2010, foi lançado o modelo vigente, em azul escuro. A bandeira pode sofrer pequenas variações a cada ano, como, por exemplo, a disposição de cores dos raios.

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