G.R.E.S São Clemente

Em 1961, durante o baile de carnaval da Associação das Escolas de Samba do Brasil (mais tarde, AESCRJ), dois representantes da São Clemente, Paulo Negão e João Marinho, receberam do compositor Carlos Correa Lopes, a sugestão de transformar o Bloco em escola de samba.[7] A ideia foi aceita, mas, para que a transição fosse aprovada, o diretor da Associação, Eurico Moreira, determinou que fosse realizado um desfile de avaliação.[7] Os representantes da São Clemente convocaram uma reunião com todos os blocos carnavalescos de Botafogo, com o intuito de criar uma escola de samba que agregasse todas as agremiações do bairro. Porém, a ideia foi recusada por todos os grupos.[7] Para confeccionar a apresentação, foi feito um mutirão com os próprios integrantes do bloco.[7]

O desfile de avaliação foi realizado no Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea. O júri, formado por Austeclínio da Silva, Eurico Moreira, Joaquim Teotônio, João Paiva dos Santos, José Calazans, José Ferreira, Procópio Caetano, Servan Heitor de Carvalho e Walter Januário, aprovou por unanimidade o desfile.[7] No mesmo dia, em 25 de outubro de 1961, foi fundada a escola de samba São Clemente.[7]

Participaram da fundação da escola: Adalberto de Almeida, Aílton da Conceição (Aílton Fala Grosso), Benildo Mendes Vieira de Carvalho, Carlos Correa Lopes (Carlinhos Pato Roco), Carmindo Moacir (Moacir do Chocalho), Conceição Farias, China da Caixa de Guerra, Daniel Teixeira, Dona Zélia, Elpídio dos Santos, Henrique Torquatro (Dunga), Hugo da Rocha Gomes, Ivan da Silva Vaz (Guiga), Ivo da Rocha Gomes, João Marinho, Jorge Andrade, Marina da Conceição Gomes, Nelson do Piston, Paulo Negão, Paulo Ney Xavier (Paulo Negão), Rodolfo Pinto de Oliveira, Romualdo (Mundinho), Sebastião Costa, Waldomiro (Miro da Neném) e Zélia Baptista.[1][7]

Nome, cores e apadrinhamento
Foram mantidos o nome (São Clemente) e as cores (preto e amarelo) herdados do bloco de carnaval e do time de futebol. Diversas composições da escola citam as cores da agremiação, como os sambas de 2006 (“Levanta a poeira, sou mais São Clemente / O preto e amarelo, orgulho da gente”); de 2009 (“Tira a máscara e revela / Veja que é preta e amarela / São cores de um grande amor”); e de 2016 (“De preto e amarelo pintou meu amor! / Hoje tem São Clemente? Tem, sim senhor!”).[5]

A Unidos de Vila Isabel é a escola-madrinha da São Clemente. A escola azul-e-branco teve grande importância no início das atividades da escola de Botafogo. Eurico Moreira, que aprovou a São Clemente em seu desfile-teste, era diretor da Vila Isabel e conseguiu com o presidente da agremiação, Seu China, que a escola dividisse seu barracão com a São Clemente. Os carnavalescos da Vila Isabel, Dario e Gabriel do Nascimento, também foram compartilhados. Assim, a Unidos de Vila Isabel se tornou oficialmente madrinha da São Clemente.[7]

Bandeira
A bandeira, ou pavilhão, da escola possui dezesseis raios de cores intercaladas (oito pretos e oito amarelos), partindo de duas circunferências concêntricas centrais, uma preta e outra amarela, em direção às extremidades da bandeira. Na circunferência maior, de cor preta, estão: ao centro, o logo da escola; acima, a inscrição “G.R.E.S.” (Grêmio Recreativo Escola de Samba); e abaixo, a inscrição “São Clemente”. A bandeira pode sofrer pequenas variações a cada ano, como, por exemplo, as disposições das cores dos raios e as cores das letras das inscrições. O logo da escola consiste em um pandeiro amarelo, com um desenho preto estilizado da Enseada de Botafogo, com o Pão de Açúcar ao fundo. Durante muitos anos, a bandeira da escola continha o desenho do Bondinho do Pão de Açúcar, com detalhes em verde. A partir do desfile de 2014, o desenho deu lugar ao logotipo da agremiação. Com isso, a bandeira da escola ficou totalmente nas cores preto e amarelo. A bandeira anterior ainda é utilizada nos desfiles, pelo segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação.

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